Uma das unicas coisas em que acredito muito é que quem faz o bem recebe o bem, mas me questionei quando vi a reportagem sobre o jovem de 23 anos que participava de projetos ambientais e morreu de malária enquanto fazia trabalho voluntário na África. Não que morrer não seja algo bom, eu também não sei, mas tantas pessoas fazendo coisas ruins - e eu considero coisas ruins somente aquelas que prejudicam outras pessoas - e o menino lá, se doando para o mundo e morre. 

A gente precisa acreditar em algumas coisas pra não enlouquecer, vivemos aqui no meio da confusão, bilhões de pessoas diferentes compartilhando o mesmo espaço, temos que ter algo muito forte pra nos motivar, principalmente quando as coisas não saem como planejamos e o mais interessante é que não tem verdade absoluta e o que cada pessoa acredita faz ela ser diferente e aquilo para ela é o mais certo, ao mesmo tempo que alguém que mora do lado pensa o contrário e tudo bem. Essa coisa de ser diferente é incrivelmente fantástica, duas pessoas opostas, creem ser as mais felizes por terem o que tem e o mesmo motivo que deixa uma delas realizada faz a outra ter pena dela.

É bom pensar que quem faz coisas ruins não consegue dormir tranquilo todos os dias, mas será? será que na verdade elas não estão nem aí para ninguém e são realmente realizadas mesmo quando a felicidade delas custa a tristeza para tantas outras pessoas. Mesmo com tantas incertezas - e elas sempre existirão - eu prefiro acreditar na lei da atração, que cada pessoa recebe o que merece.


"Viver uma vida sozinha não é difícil. Difícil é quando o combinado foi viver à dois e você se sente sozinha mesmo assim."

 Quanto disso é necessário? Eu estava indo tão bem, me mantendo distante, mas toda vez que eu penso ”dessa vez acabou mesmo”, ele volta e com ele voltando muda tudo, eu não sou mais tão auto-suficiente quando eu pense que estava sendo, eu nem mesmo sou uma pessoa que não se importa com as amigas dele ou se ele passa o dia sem mandar notícias, eu esqueço que eu sei que ás postagens no facebook não valem quase nada de real e a única coisa que eu tenho que pensar em não esquecer todos os momentos é que ”o que ele está fazendo não é um sinal de que ele não está nem aí pra mim” e toda hora retomar o pensamento ”isso não é um sinal”, mas ai eu chego no limite e me perguntou: É isso que eu quero? Eu não estava tão bem sozinha? Porque eu mudaria o plano agora que estava tudo dando quase certo? 
 O mais estranho é que eu aprendi a ser feliz sem ele e acho que isso reflete agora, porque um lado meu sabe que não precisa disso, que prefere não ter essas migalhas, que prefere manter distância, mas tem outro louco para ver no que isso vai dar, feliz porque tem alguém, porque tem alguma chance das noites de inverno não serem tão sozinhas, por mais proibido que isso seja (não que estejamos traindo outas pessoas, porque se existe uma traição acontecendo nesse exato momento é a minha comigo mesmo e com todos aqueles combinados que eu fiz e estou descumprindo). 
  Se eu posso falar pra ele como eu me sinto? Claro que não! Quando eu falo, ele diz que eu tenho mania de estragar tudo, que eu nunca consigo ficar bem, mas se eu desconfio que ele não está a fim não é dó nada, são as atitudes que ele não têm.  Se fosse outro, se eu já não tivesse me envolvido outra vez eu não estaria envolvida agora, por muito menos já teria ”deixado ele”. Então eu, quase submissa, baixo minha cabeça, finjo que é bobagem, que me convenci que realmente eu estou vendo demais, mas no fundo eu sei que essas coisas existem e vindo dele não é improvável que amanhã eu seja surpreendida e levando em conta as últimas ”surpresas” a tendencia é não ser boa. Estranho é que nos últimos dois meses nós terminamos e voltamos várias vezes e nos vimos apensas duas e uma delas por acaso. Falando em acaso, adoro o frio na barriga de um dia encontrar ele, vou o caminho inteiro correndo o risco e até hoje isso só aconteceu no dia em que eu não esperei, mas é obvio que eu também penso que ele poderia com uma mensagem e um pouquinho de esforço me ver, pra matar a vontade e sair do mundo virtual da webcam e cada dia eu quero me afastar mais desse mundo. Eu quero coisas reais, sensações reais, relações reais. 


 Cansada de vírgulas resolvi colocar um ponto final que é o ideal depois de tantos erros, tantos desencontros e tantas decepções. Eu não esperava que as coisas fossem para onde foram e depois quis ser forte, resolvi que iria relevar, iria perdoar, preferi não ver, mas as demonstrações estavam lá, tanto descaso depois de tanto amor e cheguei a tentar entender como poderia ter passado assim tão rápido e também quis até que tivesse passado para mim, mas eu não sou assim, eu era muito diferente e jamais teria conseguido porque para mim todas as promessas eram verdades, tudo tinha sido verdade, e talvez até tenha sido, mas passou e o medo de nunca mais ter outra pessoa melhor me fez ficar agarrada aqueles combinados antigos, só que acreditar sozinha eu não queria. 
  Agora sou só eu, como ele disse que eu não seria capaz e o que me resta é encarar esse acontecimento e os outros que vieram ultimamente para acreditar mais em mim, para me estruturar mais, me dedicar mais aos meus projetos e acho só fazendo uma ”aliança” comigo mesma eu seria capaz.


"Nem sempre o que deve ser feito é o que desejamos fazer."
"Ai a gente tenta ser forte e ignorar a pessoa mas bem no fundo queria mesmo é que as coisas voltassem a ser como antes."
"De todo jeito, minhas esperanças são como uma casa de espelhos que você não pode mover o pescoço sem se ver."
Gabito Nunes
"Se fosse fácil, todo mundo saberia explicar como fazer. Viver não é assim tão simples, mas que a gente complica, não há dúvidas."
Caio Fernando Abreu. (via pseudoencanto)

(Source: romantizei, via t-ormentas)

O amor não dói; Dói o que vem depois.